Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

19/07/2018


Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha


No dia 25 de julho é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, e no Brasil também é o dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

As mulheres negras por sofrerem com o racismo estão em maior vulnerabilidade social, são as elas o maior número de mulheres que sofrem de abuso sexual, violência obstétrica e homicídio.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), dos 25 países com os maiores índices de feminicídio do mundo, 15 estão localizados na América Latina e no Caribe.

O Mapa da Violência 2016, mostrou que os homicídios de mulheres negras no Brasil aumentaram 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013 (enquanto os casos com mulheres brancas caíram 10%)

Um Pouco Sobre As origens do Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha

Em 1992 em Santo Domingo, na República Dominicana, com a realização do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, houve a criação da Rede de Mulheres Afrolatinoamericanas e Afro-caribenhas e a definição do dia 25 de julho como Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, sendo reconhecida pela ONU.

No Brasil

Nosso país tem o maior índice de feminicídios na América Latina e em 2014 a Lei nº 12.987 foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Tereza de Benguela foi uma líder quilombola, viveu durante o século 18. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas.

Não diferente do Dia Internacional da Mulher (comemorado em 8 de março), o 25 de Julho tem como objetivo fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e reforçar seus laços, pressionando o poder público, trazendo maior visibilidade para sua luta.

2 comentários:

  1. Que bacana! Uma pena esse tipo de data não ser tão divulgada né? Infelizmente vivemos em um país que se gloria de sua miscigenação racial, mas que tem raízes profundas de preconceito, explícito ou velado. E o fato de não se dar visibilidade a este tipo de data simplesmente mostra isso de forma enfática.

    Parabéns por divulgar!

    Beijão!

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    1. Concordo com cada palavra sua Denny. Um país miscigenado possui um racismo estrutural.

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