Afro Ateliê - Blog da Marcy






Afro Ateliê

25/08/2018



Olá Pessoas Lindas! Hoje vim apresentar à vocês o Afro Ateliê da minha amiga Oline.
A conheci num dos eventos do Coletivo Encrespa. Ela faz um trabalho magnifico, que são as tranças rastafári. Além das tranças ela também faz box braids, dread sintético, entrelace (masculino e feminino). 
E lógico quando fui fazer minhas fotos para o convite de formatura na faculdade fiz o penteado no Afro Ateliê
E como admiro demais  fiz uma entrevista com ela sobre seu belíssimo trabalho. 



Blog da Marcy: Oline, o que levou você a começar a usar tranças?

Oline: Tem uma frase popular que gosto muito que diz: “com as pedras que me atiras, construirei meu castelo...” e foi mais ou menos assim. Cresci com o pensamento de que cabelo crespo é, feio, é ruim,  é vergonhoso, e pra ser bonito... tinha que alisar.

Então dos 7 aos 19 foi químicas e mais químicas, sempre tinha o período da beleza seguido pelo período da queda. E o sonho do cabelo grande e liso estava cada vez mais longe. Meu cabelo estava tão sentido pelos sucessivos anos de alisamento (e não era por falta de hidratação) que chegou a um ponto que só de pensar em relaxar meu cabelo já estava quebrando. Fui  “forçada” a entrar na transição.

 E ai vem a pior parte, não importa o que eu fizesse, estava sempre desconfortável por causa do cabelo mal resolvido... ai comecei a pesquisar possíveis soluções pro meu cabelo. Foi quando eu encontrei a técnica das Box Braids e decidi, “é isso que eu quero”. 

A dificuldade agora era encontrar quem fizesse o trabalho, mas não encontrei ninguém em Governador Valadares que soubesse.  Foi quando viajei pra um congresso em Manhuaçu-MG e conheci a Kauany, que além de negra, linda e trançada é Miss Manhuaçu. Logo fiz contato com ela e já marquei pra colocar minhas tranças.
Oline e Kauany


Blog da Marcy: Como surgiu a ideia de aprender a trançar?

 Oline: Como a manutenção é a cada dois meses ficava puxado fazer a viagem, e como já tinha visto vários vídeos ensinando fazer as tranças vi que não era tão difícil, ainda mais pra mim que sempre amei todo tipo de trança. Tenho orgulho de dizer que fui (quase com certeza) a primeira de GV a usar as tranças, porque coloquei pensando no que era melhor pra mim, e serviu de inspiração pra muitas meninas que também estavam na transição.


Blog da Marcy: E como surgiu o Afro Ateliê?

Oline: Com várias pessoas procurando vi a oportunidade de ganhar uma renda extra. Foi quando comecei a sonhar com o Afro Ateliê, voltado principalmente par as pessoas de cabelo crespo que não encontram muitas opções no mercado comum. Por enquanto o Afro Ateliê é só um sonho em termos de estrutura física e quanto aos serviços que não dependem de estrutura, costumo atender em casa. Futuramente sonho com um salão especializado em cabelos cacheados e crespos com procedimentos completamente naturais.

Um comentário:

  1. Acho tão legal quem se especializa em penteado afro. Principalmente porque o cabelo afro nunca foi tão valorizado e eu acho o máximo esse empoderamento e amaria ter um cabelão cacheadíssimo e volumoso, rs...

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